João Carrinho – O carreiro (Nilva Vídeo Produções) Jacuí-MG.

JOÃO CARLOS DO PRADO, o (João Carrinho) nasceu em Fortaleza de Minas no dia 23/01/1948, mora em Jacuí ha 25 anos. Aos 03 anos de idade começou a carrear com os carreiros Nico Jonas, José Carreiro Emídio e José da Salvina, mas foi o Sr. José Proença Coração, quem ensinou o Sr. João Carrinho a fazer os arreamentos de carros de bois. João Carrinho é casado com Dona Ana Freitas Prado com quem tem 04 filhos: Regina, Regiane, João Reis e Ana Paula, também tem 04 netos: Iago, Mendria, Raul e Iara.

Aos sete anos, já tinha uma grande paixão por carros de bois, tanto que muitas vezes chegava a fugir da escola para ajudar o José da Salvina carrear na Fazenda do carrinho Lúcio no município de Passos, onde jantava com os carreiros. Chegando em casa apanhava dos pais pelas travessuras, mais no outro dia fazia tudo de novo. Menino levado, muitas vezes amarrava um cavalo ao outro pelo rabo só pra ver a encrenca. Por ir e voltar para a fazenda a pé e descalço ganhou do tio uma eguinha que colocou o nome de pipoca, que tempos depois trocou por dois bezerros voltando a quantia de sessenta mil réis, que foi pago com dinheiro de cata de café e venda de pombinhos que ganhava da tia Nitinha.

Aos onze anos de idade já tinha um carro e oito bois, já trabalhando por conta própria, puxando lenha, toras de madeira com o carretão e arando terra para plantação dos vizinhos. Um dia na chegada de Fortaleza com um carro cheio de milho, se encantou olhando para uma moça bonita de vestido curto, aí danou tudo! Deixou tombar o carro na rua, por pouco não apanhou do pai.

Contou que quando tinha 16 anos de idade foi buscar areia com 10 bois, juntamente com o Sr. Olívio, colocaram 40 latas de areia no carro e seguiram para a fazenda, na subida o tio Arlindo o (Neguinho) com o carro com os dez bois cangados, batendo vara não conseguiram subir. O carro desencambiou e empinou derramando toda a areia. Sem a necessidade de bater nos bois, colocaram a areia novamente no carro mais sem sucesso, o carro não conseguia subir, de outro lado o tio Neguinho olhava, para ver se ele iria bater nos bois, foi quando João Carrinho tirou o chapéu, pediu a Deus que o ajudasse, do outro lado ele desamarrou o carro que subiu cantando ladeira acima. Ele mesmo perguntou o que tinha acontecido, não soube responder para ele. Aí perguntou se ele queria aprender amarrar, respondeu que não! Pois ainda menino, já sabia carrear! Há 24 anos João carrinho é organizador de desfiles de Carros de Bois, participando até de 04 desfiles por mês em média, sendo ainda um exemplo vivo de carreiro para os companheiros carreiros, familiares e admiradores.

JOGO RÁPIDO:

FAMÍLIA: União total;

LASER: Andar a cavalo e bater papo com amigos;

UM HOMEM: Meu pai;

UMA MULHER: Pode ser duas? Minha esposa dona Ana e minha mãe;

UMA QUALIDADE: O dom de ensinar;

UM DEFEITO: Falsidade;

UM SONHO: Ver os netos formados;

UM PRATO: Arroz todo dia, mas na verdade gosto de tudo;

CANTORES: Tião Carreiro e Pardinho;

UMA MÚSICA: Saudade de minha terra, me faz chorar;

MEDO: Chuva forte com trovoadas;

APRENDER: Sempre com pessoas de mais idade;

DEUS: Meu pai e amigo, sempre!

Denis Queiróz de Oliveira – Vice-prefeito de Jacuí-MG – Entrevista – Nilva Vídeo Produções.

Meu nome é Denis Queiroz de Oliveira, nasci no dia 21 de julho de 1987, sou o filho mais velho do casal Jair Moura de Oliveira e Marta Martildes Queiroz Oliveira, moro no bairro Sobradinho, município de Jacuí, tenho três irmãos, Douglas, Daniel e Diogo, sou noivo da Renata Andressa Arantes Vale. Formei em Técnico em Contabilidade e fiz seis meses de especialização no Escritório de Contabilidade São Judas Tadeu da Contadora Maria Hortência em São Sebastião do Paraíso. Comecei a trabalhar em Campinas-SP, mais a distância e a saudade dos familiares obrigou-me a voltar. Atualmente sou representante comercial da empresa Heringer Fertilizantes e produtor rural de leite, café e milho, tenho um caminhão de transportes e faço parte da Comissão do Hospital do Câncer de Passos, como voluntário na arrecadação de donativos.

Minha história não é muito diferente das histórias de uma criança pobre, aos cinco anos de idade já tirava leite para ajudar meus pais, aos oito anos, eu e meu irmão Douglas íamos para a escola de leiteiro, voltávamos à pé, e com um carro de boi que já era nossa responsabilidade fazíamos o trato do gado, mesmo com tanta dificuldade ainda fiz até a 8ª série, mas devido as condições financeiras dos meus pais parei com os estudos.

Três anos depois voltei a estudar, ainda com bastante dificuldade, pois acordava cinco horas da manhã para começar o trabalho na roça, a tarde vinha de moto para Jacuí, pegava o ônibus para São Sebastião do Paraíso onde estudava na Faculdade, chagava em Jacuí, ia de moto para casa onde chegava por volta de 24:30, ia dormir porque novamente as cinco da manhã o meu dia de trabalho na roça começava. Em meio a tantas dificuldades ainda sobrava tempo para o futebol de domingo e cantar com o meu irmão Douglas, com nossa dupla sertaneja ficamos em segundo lugar no Festival de Inverno realizado na praça de Jacuí, com um prêmio de R$ 300,00 que nos ajudou demais nas despesas em casa.

Nada na vida acontece por acaso, encontrei o David que lutava pelos mesmos ideais que eu, foi aí que começou a minha carreira política. Hoje não penso em outra coisa a não ser trabalhar e lutar como vice-prefeito para nossa querida Jacuí.

BATE-BOLA COM DENIS

DEUS: Tudo na minha vida

AMOR: A razão de tudo

UM DEFEIRO: A falsidade

UMA QUALIDADE: A caridade

MEDO: De cobra e de Perder pessoas queridas

SONHO: Em ser reconhecido pelo meu trabalho

FAMILIA: União

UM PRATO, Arroz, feijão, angu e ovo frito

LASER: Jogar futebol, cantar e namorar

UMA MÚSICA: Nossa Senhora do Roberto Carlos

UM HOMEM: Jesus

UMA MULHER: Renata, a minha noiva

UM CANTOR: Victor e Léo

FUTURO: Constituir uma família

DINHEIRO: O suficiente para minha sobrevivência.

Neto Jacuhy – Entrevista

José Aparecido Neto, até os vinte anos de idade viveu no bairro do Sítio – município de Jacuí, filho do Sr João Ramilo e dona Maria Amélia que residem até hoje em Jacuí. Mudou-se para São Paulo onde vive até hoje. Jacuiense de coração luta e defende a cultura caipira, através de suas obras e poemas como o trabalho nos livros (UM SONHO CONCLUÍDO) no ano de 2004 e (RELATOS DE UM CAIPIRA) no ano de 2007, contando suas histórias.

Atualmente carinhosamente chamado de (NETO JACUHY) gravou seu primeiro CD “Caminho da Fé” alusivo ao caminho de peregrinação da cidade de Tambaú a Aparecida-SP e outros poemas. A produção deste trabalho foi feita pelo amigo e compositor Ge Oliveira e contou também com a participação de amigos cantando e intercalando aos seus poemas lindas músicas do gênero sertanejo raiz.

Neto é realmente um apaixonado por Jacuí, pois a cada mês é possível encontra-lo na casa de seus pais. Defende Jacuí com unhas e dentes, diz o Neto que há três grandes motivos para se arrumar uma “briga” falar mal de sua família, de Jacuí e da Portuguesa de Desportos, seu time do coração. 

ENI – Qual o motivo da gravação do CD?

R- Este CD nasceu para realizar meu grande sonho e para expor meus sentimentos em forma de poemas.

ENI – E quanto aos livros?

R- Um Sonho Concluído, foi relatar minha visita em Portugal, onde vivem meus parentes e a cidade onde nasceu Maonel Antunes de Almeida, meu avô materno.

E o livro Ralatos de um Caipira, mostrar um pouco mais de minhas oringens.

JOGO RÁPIDO:

FAMÍLIA: Realização

LASER: Pescar

UM HOMEM: Meu pai

MULHER: Minha mãe e minha filha Araceli

UMA QUALIDADE: Honestidade

UM DFEFEITO: Falsidade

UM SONHO: Pode ser vários? E sorri respondendo: O fim da violência

COISAS FUNDAMENTAIS: Cristo no coração, saúde e amizade.

UM PRATO: Tutu de feijão e torresmo.

CANTORES: Tião Carreiro e Pardinho

UM VIOLEIRO: Renato Andrade

UMA MÚSICA: Escolta de vagalumes

MEDO: Cobra cascavel

UM JOGADOR: Cristiano Ronaldo

DEUS: É tudo

Assis de Oliveira – Preseidente da Associação Comercial de Jacuí

Assis de Oliveira – Presidente da ACIAJ 

Amigos eu sou o Assis de Oliveira, estou como presidente da ACIAJ- Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de Jacuí, já com mandato vencido e com a necessidade de passar este encargo, para que tenha sangue novo na diretoria. Mas enfrentamos muitas dificuldades para conseguir que os comerciantes se interessem  pela associação, que tem como objetivo a defesa do interesse do comercio local. Mas, para que o trabalho tenha êxito é preciso que todos estejam interessados em defender o seu comércio, e de entender o que velho ditado (a união faz a força) é uma verdade, união no combate a inadimplência utilizando a ferramenta legal que e o SCPC  oferecido pela ACIAJ, união no combate a informalidade, ao ambulante e em busca de fazer com que seja diminuída a evasão de capital da cidade. Podemos promover muitas campanhas e melhorar ainda mais as já existentes, como a do natal premiado, dia das mães e dos pais, dia dos namorados, e até campanhas beneficentes, e também confraternizações entre os sócios. Também podemos conseguir muitos benefícios como convênios com outros seguimentos da economia, (ex: dentistas, planos de saúde, farmácias) busca de créditos a juros baratos junto a instituições financeiras, mas para que as coisas aconteçam e imprescindível que tenha participação, união, sugestões, criticas e acima de tudo, o empenho irrestrito da parte interessada ( o comerciante)   

 A ACIAJ esta organizando o terceiro natal premiado do comercio de Jacuí, que será realizado de 20/11 a 24/12, com muitos prêmios pra você que compra no comércio de Jacuí, a participação de todas as empresas é muito importante para o sucesso da promoção, participe você também.

Joaquim Francisco Izidoro – O Congadeiro

QUINCA IZIDORO – O CONGADEIRO

Joaquim Francisco Izidoro, o “Quinca Izidoro”, ilustre morador de Jacuí, hoje com 85 anos e viúvo a onze. Pai de oito filhos, Quinca Izidoro é o mais antigo dançador de congo de nossa cidade, começou aos doze anos de idade e conta histórias interessantes daquela época, das quais um pouco vamos relatar agora. Ele começa contando que naquela época as caixas e pandeiros eram artesanais, confeccionados com cordão, couro de vaca ou carneiro e madeira, João Baiano era o mais antigo artesão e contava também com a ajuda do Quinca, que também aprendeu esta arte. A caixa de guerra tocada pelo João Leandro marcava as casas onde os ternos Cambotas, Chico Baiano, Tomáz Inhô, Zé Cassimira, Chico Munis (Moçambique), Ciro Costa, Cabritinhos e Zé Pio passariam para tocar e cantar as cantigas criadas pelos escravos na África no país do Congo, há mais de quatrocentos anos homenageando São Benedito, Santa Efigênia e Nossa Senhora do Rosário.

Os ternos de congada daquela época tinham muitas diferenças com os de hoje, um dos ternos usava fardas e bonés de policiais, pintavam as polainas e usavam espadas de madeira, que em determinado momento eram batidas umas nas outras.

Em meio a tantas histórias foi lembrado também o dia em que um congadeiro, colocou um pedaço de carne no prato de um moleque, que fora retirado imediatamente por outro congadeiro e jogado ao chão, instantaneamente o cachorro que comeu morreu!

Quinca Izidoro lembra tudo com muita saudade, saudade daquela cidade pequena, sem casas para alugar, cidadezinha com poucos recursos, tempo em que os moradores dos bairros rurais colocavam suas mudanças nos carros de bois e vinham para arranchar na praça de Jacuí, naquele tempo ainda coberta de grama, para assistirem uma das maiores festas da região. “A festa da congada de Jacuí