Joaquim Francisco Izidoro – O Congadeiro

QUINCA IZIDORO – O CONGADEIRO

Joaquim Francisco Izidoro, o “Quinca Izidoro”, ilustre morador de Jacuí, hoje com 85 anos e viúvo a onze. Pai de oito filhos, Quinca Izidoro é o mais antigo dançador de congo de nossa cidade, começou aos doze anos de idade e conta histórias interessantes daquela época, das quais um pouco vamos relatar agora. Ele começa contando que naquela época as caixas e pandeiros eram artesanais, confeccionados com cordão, couro de vaca ou carneiro e madeira, João Baiano era o mais antigo artesão e contava também com a ajuda do Quinca, que também aprendeu esta arte. A caixa de guerra tocada pelo João Leandro marcava as casas onde os ternos Cambotas, Chico Baiano, Tomáz Inhô, Zé Cassimira, Chico Munis (Moçambique), Ciro Costa, Cabritinhos e Zé Pio passariam para tocar e cantar as cantigas criadas pelos escravos na África no país do Congo, há mais de quatrocentos anos homenageando São Benedito, Santa Efigênia e Nossa Senhora do Rosário.

Os ternos de congada daquela época tinham muitas diferenças com os de hoje, um dos ternos usava fardas e bonés de policiais, pintavam as polainas e usavam espadas de madeira, que em determinado momento eram batidas umas nas outras.

Em meio a tantas histórias foi lembrado também o dia em que um congadeiro, colocou um pedaço de carne no prato de um moleque, que fora retirado imediatamente por outro congadeiro e jogado ao chão, instantaneamente o cachorro que comeu morreu!

Quinca Izidoro lembra tudo com muita saudade, saudade daquela cidade pequena, sem casas para alugar, cidadezinha com poucos recursos, tempo em que os moradores dos bairros rurais colocavam suas mudanças nos carros de bois e vinham para arranchar na praça de Jacuí, naquele tempo ainda coberta de grama, para assistirem uma das maiores festas da região. “A festa da congada de Jacuí

Categoria: Congada, Entrevista.

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